Mostrando postagens com marcador Ansiedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ansiedade. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de novembro de 2010

Ambiente familias X Transtornos de ansiedade

"Ansiedade infantil"

Certos tipos de ambientes familiares parecem predispor as crianças para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, produzindo nelas sentimentos de insegurança, medo e dependência.

Um desses cenários é criado por pais que são perfeccionistas e críticos, exigindo, constantemente, que o desempenho de seu filho atinja níveis insuperáveis. Uma criança nessa situação pode crescer com um sentimento sofrível de auto-estima, ansiosa e receosa de aceitar riscos, por medo de fracassar.

Os pais que apresentam fobias, ou são supersticiosos, também podem criar filhos que sofram de ansiedade. Esses pais tendem a ensinar aos filhos que o mundo é um lugar assustador, repleto de perigos e riscos. Esse tipo de família pode criar um filho que seja tímido e ansioso a respeito de enfrentar novos desafios na vida.

Os pais que são abertamente dominadores, e suprimem a capacidade de afirmação de uma criança por meio de punições, podem engendrar ansiedade em seus filhos. Nesse ambiente, as crianças são punidas por falar com fraqueza e expressar seus sentimentos sem rodeios. Essas crianças podem crescer receosas de tomar iniciativa ou mostrar suas verdadeiras convicções.

É importante destacar que nem todas as crianças que crescem em ambientes familiares estressantes desenvolvem transtornos de ansiedade. Muitos crescem em ambientes familiares muito difíceis, sem nunca terem apresentado um quadro de ansiedade excessiva. A probabilidade de desenvolverem um transtorno de ansiedade, quando criadas em famílias sumamente estressadas, é maior em crianças cuja reação de "luta-ou-fuga" é facilmente deflagrada por circunstâncias perturbadoras ou desconcertantes.

Retirado do livro Mentes com Medo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A importância da ansiedade equilibrada

É sempre bom lembrarmos que uma dose equilibrada e saudável de ansiedade é vital para nossa existência. Sem ela nos tornaríamos seres absolutamente apáticos, sem vontade de conquistas, de marchar sempre em frente para que a vida faça sentido, mesmo com todas as vicissitudes que estão por vir.

"Ansiedade que mata"

É importante ressaltar que planejar o futuro, com metas e estratégias é extremamente benéfico, pois nos dá a direção certa a tomar daqui para frente, além de prevermos as dificuldades que poderão surgir.

Porém, quando estamos famintos demais, por exemplo, ficamos impossibilitados de selecionar os alimentos mais adequados, mais saborosos e mais saudáveis para saciarmos nossas necessidades básicas. Da mesma forma, a ansiedade em demasia pode nos cegar diante de decisão de escolhas mais sensatas quanto ao nosso cotidiano e à vida futura.

Estar num estado permanente de vigília e ansiedade é perder os parâmetros normais da realidade, enfiar os pés pelas mãos, viver aos trancos e barrancos, navegar à deriva num mar revolto. É tornar-se refém de um sentimento que insiste em nos dominar; é como se fosse um cão feroz que se enforca na própria coleira quanto mais se esforça para se livrar dela!

A ansiedade excessiva estabelece uma conexão direta com o futuro que talvez nunca exista. Enquanto isso, não damos conta das oportunidades que o presente generosamente nos oferece e que estão bem ali, o tempo todo, ao alcance de nossas mãos. Então, por que não agarrá-las?

Agora a escolha é de cada um!

Retirado do livro Mentes com Medo